Dados sobre Morte Súbita

A arritmia cardíaca é uma alteração que ocorre na geração ou na condução do estímulo elétrico do coração e pode provocar modificações no ritmo cardíaco. Pode ser benigna ou maligna. Indivíduos diagnosticados com taquicardia, bradicardia ou que já apresentam problemas cardíacos, como infarto e insuficiência cardíaca, estão no grupo de maior risco. Quando não diagnosticada e tratada corretamente, a doença pode provocar parada cardíaca, doenças no coração e a morte súbita.

A morte súbita cardíaca ocorre de forma instantânea, inesperada, causada pela perda da função do músculo cardíaco. Geralmente, está associada a dois tipos de miocardiopatia: hipertrófica, quando há um aumento no tamanho do músculo cardíaco e que causa arritmia; e displasia arritmogênica do ventrículo direito, quando as células do músculo cardíaco morrem e são substituídas por células gordurosas, sem relação com a alimentação.

De modo geral, qualquer pessoa pode ser diagnostica com arritmia cardíaca, independentemente de faixa etária, sexo ou condição socioeconômica. As arritmias cardíacas podem acometer recém-nascidos, jovens saudáveis e esportistas. Tem alta incidência na população brasileira, sobretudo entre idosos.

Este descompasso no coração acomete mais de 20 milhões de pessoas e é responsável por mais de 320 mil mortes súbitas todos os anos no Brasil. Ou seja, um em cada dez brasileiros tem algum tipo de arritmia.

As arritmias cardíacas têm a alta incidência na população brasileira, sobretudo entre idosos. Ao todo, este descompasso no coração acomete mais de 20 milhões de pessoas e é responsável por mais de 320 mil mortes súbitas todos os anos no Brasil. Ou seja, um em cada dez brasileiros tem algo tipo de arritmia e isso precisa não apenas de atenção, mas de prevenção.

Visando alertar a população sobre a importância do socorro imediato a uma vítima com parada cardiorrespiratória, a SOBRAC realizou em 2015 uma ação surpresa no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Os aeroportos são um dos locais públicos de maior circulação de pessoas no Brasil. Segundo a Secretaria de Aviação Civil (SAC), a média mensal de janeiro a março de 2015, que inclui os voos domésticos e internacionais, foi de 18,5 milhões de embarques e desembarques.

Nesta ação, a SOBAC quis saber como o cidadão leigo reage em casos inesperados, frente a situações como uma parada cardíaca.

O alerta serviu para mostrar as reações e o despreparo da população em geral no socorro da vítima. De forma educativa, foi explicado com realizar as manobras de ressuscitação cardiopulmonar e a importância dos Desfibriladores Externos Automáticos (DEAs) em locais públicos, como os aeroportos.

Confira a ação simulada:

 

A maioria das vítimas de parada cardíaca são pessoas ativas que enfrentam normalmente seu dia a dia e, de repente, por estresse ou outra razão qualquer, sofrem um mal súbito.

 


86% das paradas cardíacas ocorrem nos próprios lares das vítimas.

 


50% dos casos são assistidos por um adolescente ou por uma criança sem nenhum adulto por perto.

 


14% dos casos ocorrem em vias públicas ou em lugares de grande concentração de pessoas, como em aeroportos, dentro de aeronaves, shopping centers, estádios desportivos, academias, parques, cadeias públicas e, em alguns países, nos campos de golfe e nos cassinos. Esta taxa é considerada de alta incidência.


A maioria das mortes ocorre fora do ambiente hospitalar, sendo necessário um atendimento rápido para que se evite a morte definitiva ou sequelas decorrentes da parada cardíaca.

 


O atendimento requer a realização de manobras imediatas de Ressuscitação Cardiopulmonar.

 


A cada minuto que se passa sem o socorro devido, a chance de uma vítima se recuperar diminui em 7 a 10%. A morte cerebral e a morte permanente ocorrem entre 4 e 6 minutos após a parada cardíaca. Poucas tentativas de ressuscitação são bem sucedidas após 10 minutos.


A morte súbita pode ser reversível na maioria das ocorrências, se realizada rapidamente com um choque elétrico aplicado no peito (Desfibrilação), por um aparelho chamado Desfibrilador Externo Automático (DEA), ou mesmo quando realizadas massagens manuais de ressuscitação.


O que fazer diante uma parada cardíaca (PCR)?

Além da identificação da PCR, uma das primeiras providências a ser tomada é acionar o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência ), através de chamada gratuita para o telefone 192.

Tendo o trânsito como um dos grandes entraves nas grandes cidades, enquanto o SAMU não chega, o atendimento pode ser realizado pelo leigo devidamente treinado.

Quanto mais rápido o atendimento, maior a chance de sobrevivência. Por isto, é preciso treinar a população para reconhecer uma parada cardíaca e prestar o atendimento inicial: massagem cardíaca e até o uso correto do desfibrilador.

INFOGRÁFICO

 

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