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Arritmias Cardíacas: Mitos e Verdades

Mitos

Verdades

Somente indivíduos idosos têm arritmias cardíacas e podem sofrer morte súbita.

A maioria das vítimas de morte súbita se encontra em sua idade mais produtiva. Esses males podem ocorrer em qualquer faixa etária, mesmo em recém-nascidos. A maior porcentagem de ocorrência está em pessoas que possuem doenças cardíacas ou já sofreram parada cardíaca, bem como naqueles que têm histórico de doenças na família (pais, irmãos etc.)

A morte súbita acontece apenas em atletas/esportistas.

Qualquer pessoa está sujeita à morte súbita, inclusive atletas.

Arritmias cardíacas fatalmente provocam a morte súbita.

Mais de 95% das mortes súbitas ocorrem fora do ambiente hospitalar. A rápida desfibrilação e o suporte básico de vida podem aumentar a taxa de sobrevida em longo prazo. Em caso nos quais o acesso aos desfibriladores ocorre no período entre cinco a sete minutos após a parada cardíaca, a sobrevida é maior que 49%.

Como, fumo e bebo em excesso, mas posso compensar estes maus hábitos com a prática de exercícios físicos.

O correto é mudar os hábitos alimentares, baixar o colesterol e então começar a se exercitar. A recomendação dos médicos é que ninguém inicie um programa de exercícios físicos sem pelo menos fazer um eletrocardiograma, embora ideal seja um teste ergométrico. Também não se deve iniciar o programa antes de parar de fumar, de beber em excesso ou de emagrecer.

Tenho arritmias cardíacas, portanto não posso praticar atividades físicas.

Atualmente são tão modernos os recursos da medicina que, mesmo tendo um problema cardíaco, um paciente poderá se exercitar. No entanto, apenas o médico é capaz de definir o tipo de exercício a ser realizado.

Meu médico diagnosticou que tenho arritmias cardíacas, portanto sofrerei de morte súbita.

As arritmias podem surgir em indivíduos aparentemente normais e não estar relacionadas ao aumento do risco de morte, sendo consideradas de caráter benigno. Nesses casos, o diagnóstico e o tratamento adequados poderão levar ao controle ou cura do problema.

Posso escolher meu tratamento, tomando apenas remédios.

Quem determinará qual o melhor tratamento para o paciente é o médico especialista em arritmias: o arritmologista, profissional que diagnostica e trata as arritmias cardíacas.
Os tipos de tratamentos são: medicamentoso, ablação por cateter ou por implante de dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis (DCEI), como Marca-passo (MP), Cadioversor Desfibrilador Implantável (CDI) ou Ressincronizador.